Em Êta Mundo Melhor, a dor de perder alguém não chega de mansinho. Ela vem como um soco, um vazio que não explica, um silêncio que pesa. E é nesse tipo de silêncio que Candinho se vê quando entende que Samir está sendo arrancado do sítio e empurrado para o mundo frio e calculado de Zulma. Só que Candinho não é homem de aceitar derrota com a cabeça baixa.
Ele pode ser simples, pode tropeçar nas palavras, pode ser alvo de deboche — mas quando ama, ele vira rocha.
E é exatamente por isso que o momento em que Candinho garante a Simbá que vai resgatar Samir não é só um carinho para consolar um amigo. É uma virada. Uma promessa que muda o rumo da trama. É o instante em que Candinho deixa de apenas reagir e passa a agir. Deixa de apenas se desesperar e passa a traçar um caminho.
Simbá, que vinha com o peito apertado, dividido entre a culpa e a impotência, encontra nessa promessa o primeiro fio de esperança. Porque Simbá viu com os próprios olhos a injustiça sendo montada, viu Samir sendo tratado como mercadoria, viu a criança perdendo o direito de escolher.
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