O comportamento de Leandro já vinha despertando atenção há algum tempo, não por algo explícito ou escancarado, mas justamente por aquilo que parecia fora do lugar, detalhes que não combinavam, respostas vagas e atitudes que levantavam mais perguntas do que explicações. Para Agrado e Eduarda, que convivem de perto com ele e conhecem seus padrões, essas mudanças não passam despercebidas, porque sabem identificar quando algo não está sendo dito com clareza.
No início, a dúvida é tratada com leveza, quase como uma curiosidade natural, mas, à medida que os sinais se acumulam, essa curiosidade se transforma em desconfiança, e a sensação de que existe algo escondido passa a incomodar de forma mais evidente. Ignorar deixa de ser uma opção, porque a ausência de resposta começa a pesar mais do que o risco de confrontar.
E é nesse ponto que as duas decidem agir.
Diferente de outras situações onde poderiam deixar o assunto passar, Agrado e Eduarda escolhem enfrentar Leandro de forma direta, sem rodeios e sem dar espaço para que ele desvie da conversa com respostas genéricas.
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