Depois do momento difícil que Samir enfrenta, o que mais dói não é apenas a situação em si — é a solidão. Em Êta Mundo Melhor, o menino está preso num turbilhão de decisões que ele não entende completamente, pressionado por uma realidade imposta e por uma presença que o assusta. O corpo dele reage, a mente dele trava, e o coração dele vai se fechando aos poucos.
Só que, quando o sofrimento aparece, Zenaide enxerga. E as crianças também.
Ao perceber que Samir está abatido, quieto demais, distante demais, Zenaide toma a frente e chama as outras crianças para uma missão simples e poderosa: fazer Samir se sentir protegido, pelo menos por alguns instantes. O gesto não tem luxo, não tem mágica, não tem promessa vazia. Tem cuidado. Tem união. Tem presença. E, num lugar onde o medo costuma mandar, esse tipo de carinho vira resistência.
Samir não é uma criança de "drama". Quando ele sofre, ele não sai gritando. Ele se fecha. E esse fechamento é o sinal mais claro de que algo está pesado demais.
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