O sítio sempre foi, para Candinho, um lugar sagrado. Um espaço de simplicidade, acolhimento e verdade, onde os problemas pareciam menores e a vida seguia um ritmo mais justo. Por isso, a presença de Zulma naquele cenário soa como uma afronta direta — não apenas ao local, mas a tudo o que Candinho acredita.
Depois de finalmente chegar ao sítio com Samir, Candinho acreditava que, ao menos por um tempo, o menino estaria a salvo. Longe de São Paulo, longe das ameaças e da pressão constante, o campo representava um recomeço. Mas essa esperança dura pouco.
A chegada de Zulma transforma o ambiente em um campo de tensão. O silêncio da roça é quebrado por palavras duras, olhares hostis e uma disputa que já não pode mais ser evitada.
Zulma não aparece para conversar. Ela chega exigindo, cobrando e acusando. Para ela, Candinho ultrapassou todos os limites ao fugir com Samir e levá-lo para o sítio sem qualquer autorização.
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