CENTRÃO: Entenda como o Auxílio Brasil irá se tornar a bola de chumbo do governo Bolsonaro

Uma mudança na nomenclatura e confirmando nova estruturação do benefício do Governo, antigo “Bolsa Família”, para “Auxílio Brasil”, de R$ 400 reais através da PEC (proposta de emenda à constituição) dos precatórios (dívidas da União reconhecidas pela justiça), também apelidada de PEC do Calote, é de perto, uma estratégia do Centrão para reivindicar suas políticas compensatórias e eternizar seu poder na República Federativa do Brasil.

Fato esse que se repete ao longo de décadas com a sina, de desastrar tudo que toca. É o mesmo Centrão que estava com Fernando Collor (PROS), que recebeu o Impeachment , com Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também conhecido como FHC, cujo partido jamais ganhou outra eleição presidencial, com o ex-presidente Lula (PT), que acabou indo parar na cadeia, com Dilma Rousseff (PT) que também recebeu o Impeachment, e com Michel Temer (MDB) que acabou seu mandato interino com 5% de popularidade sem condições de disputar novas eleições, que também foi parar na cadeia.

Esse é o ofício e papel central do Centrão.

O Centrão

Ao entrar no jogo, o presidente Jair Bolsonaro pode dar poder de fogo a quem já o tem da forma mais sórdida possível. O Centrão, perpetua nos governos a décadas, e seu caráter político é efetuar manobras coordenadas no congresso para ele, o Centrão, governar. O relator da PEC (proposta de emenda à constituição), do novo Auxílio Brasil, deputado Marcelo Aro (PP), faz inclusões mudando o texto originalmente.

Em seu relatório, ele inclui um reajuste automatizado pela inflação entre outros, e o fim da fila para receber o novo benefício. Alterações como o tempo para o cálculo da inflação que dá um reajuste furando o teto de gasto, que é considerado a âncora fiscal do governo por especialistas.

Considerando que a PEC dos precatórios (dívidas da União reconhecidas pela justiça) vai viabilizar espaço superior a R$ 106 bilhões, eis que surge o Centrão. A filiação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), está chegando ao Centrão que por sua vez, também chega ao centro da República do Brasil de novo.

O Auxílio Brasil

Dado as últimas mudanças, o Auxílio Brasil de R$ 400 reais , chega para definitivamente personalizar a cara do governo Bolsonaro.

Como as eleições de 2022 si aproximam, a constituição determina que cada candidato seja filiado a algum partido. O PL de Valdemar Costa Neto, vai abrigar então, o mandatário da República do Brasil Jair Bolsonaro (sem partido) e ocupará não a sombra de um governo, mais que isso, ele próprio governar.

A Ocupação

A ocupação do Auxílio Brasil, chegando sem tempo para maturar e ultrapassando o teto de gasto sem saber da onde virá o dinheiro, irá criar uma bola de chumbo que vai amarrar mais um governante por mais contraditório que seja, a espúria ideia de que está no comando, sendo assim, subserviente ao então, famigerado governo de desastre pelo poder, o Centrão.

A tragédia dessa facção é justamente confeccionar uma bola de chumbo, como foi nos governos Collor, FHC, Lula, Dilma, Temer, e agora com Jair Bolsonaro, para o Brasil não jogar consciente que pode se emancipar ainda, como nação, em nível mundial, e poder ganhar esse jogo radicalizado de controvérsias sobre o verdadeiro poder.

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