Em Três Graças, a violência atinge um novo patamar quando Bagdá, baleado e escondido, transforma sua sobrevivência em um jogo de coerção. Depois de desaparecer com a ajuda de Lucélia, o criminoso entende que não pode continuar carregando a bala no corpo. O risco de infecção é alto. A dor aumenta. O tempo corre contra ele.
Hospital está fora de cogitação.
Polícia, ainda mais.
A única saída é uma cirurgia clandestina.
E, para isso, Bagdá escolhe José Maria.
José Maria tenta manter a rotina, mas o trauma dos últimos acontecimentos ainda pesa. Ele já foi injustamente acusado, já teve o nome arrastado, já encarou a prisão de perto. Agora, quando começa a respirar, o passado bate à porta — armado.
Bagdá não pede.
Ele obriga.
O recado chega frio, direto: ou o médico ajuda, ou as consequências recaem sobre pessoas inocentes. O subtexto é claro demais para ser ignorado.
José Maria sente o chão sumir.
O artigo não está concluído, clique na próxima página para continuar