A família relatou que a médica subiu em cima da barriga da gestante: 'como se fosse um animal e um lixo'
10/05/2023

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Uma situação inacreditável aconteceu no último dia 1º de maio em Belo Horizonte (MG) e está dando o que falar em todo o país. 

A família está acusando o Hospital das Clínicas (HC), localizado na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, de ser responsável pela morte de uma bebê.

O episódio ocorreu no dia 1º de maio, mas a denúncia só chegou à imprensa no último domingo (7) – e chocou muita gente.

Segundo o registro da Polícia Militar, a mãe da bebê, de 34 anos, foi internada em 24 de abril, com 28 semanas de gestação. Devido a uma alteração na pressão arterial, os médicos optaram por induzir o parto.

Na madrugada do dia 1º de maio, a mulher entrou em trabalho de parto.

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Em certo momento, a obstetra convidou o pai da criança, que acompanhava tudo, para observar de perto. O pai chegou a ver a filha piscando e mexendo a boca.

Cabeça 4rr4nc4d4?

Entretanto, um grande tumulto começou na sala de parto. A família relatou que a médica subiu em cima da barriga da gestante para retirar o corpo rapidamente e logo perceberam que algo bizarro havia acontecido na sala de parto: a cabeça da criança havia sido “4rr4nc4d4”.

De acordo com o relato da família à polícia, algumas horas depois, uma assistente social do hospital apareceu no quarto e informou que o HC arcaria com todos os custos do sepultamento da bebê.

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Os pais foram orientados a assinar um documento declarando que “a necropsia já havia sido realizada no hospital“, que “o corpo da criança já havia sido examinado” e que “o corpo não seria encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML)”, da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

A mãe da criança já havia sido internada uma semana antes do parto devido a um quadro de hipertensão, informou a advogada da família.

“Ela recebeu alta na quarta-feira (26/4). Na sexta (28/4), ela retornou ao hospital, pois estava muito inchada, com retenção de líquido e pressão nas alturas. Então, foi informado que precisariam induzir o parto”.

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A Polícia Civil informou que instaurou um inquérito para apurar as causas e circunstâncias do caso. Além disso, está sendo investigado se houve erro ou negligência médica. Ainda segundo a PC, o corpo da recém-nascida foi realmente submetido a necropsia no próprio hospital.

A advogada Aline Fernandes, que defende a família da bebê, afirmou que os pais estão “completamente desestruturados“. 

“A mãe está com vários pontos inflamados, tomando muita medicação, psicológico muito abalado. O genitor está em estado de choque”, relatou a advogada em entrevista ao jornal ‘O Tempo’.

Segundo a profissional contratada para defender a família, a gestante sofreu vi0lênci4 obstétrica no HC antes da situação com a cabeça da criança acontecer – ela já havia sofrido com tratamento inadequado no hospital.

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Eles acreditam que o fato de serem de família humilde contribuiu para o tratamento assim que receberam.

“Ela [gestante] relata que foi tratada como se fosse um animal, como se fosse lixo, que a todo tempo os membros do hospital foram extremamente desatentos, que as trataram com descaso”, disse a advogada Aline.

“Temos hoje as recomendações da Organização Mundial da Saúde, e é explícito que a gestante tem direito de escolher o procedimento que vai ser realizado no parto. A partir do momento em que a mãe manifesta o desejo de fazer o parto por cesárea, o hospital nega“, disse a advogada ao jornal ‘O Tempo’.

Além disso, ela afirmou que o hospital negou atendimento à gestante na última semana, depois dela procurar atendimento alegando estar sentindo fortes dores por causa dos 60 pontos que recebeu na região abdominal.

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“O hospital a dispensou de forma muito ríspida, dizendo que esses pontos sairiam sozinhos e que eles não poderiam fazer nada“, denuncia.

Diante de tudo isso, a advogada afirmou que já tomou medidas legais sobre o caso.

“Vamos buscar a responsabilização no âmbito criminal do hospital e da médica, daquela equipe que estava no procedimento, e também vamos buscar reparação de danos materiais na esfera cível”. 

Por meio de uma nota, a unidade de saúde lamentou o ocorrido e disse que “se solidariza com a família neste momento de luto”, mas adotou uma postura de defender os procedimentos utilizados.

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