A trajetória de Heleninha Roitman é marcada por fragilidade, culpas e batalhas constantes contra o alcoolismo. A cada vez que parece estar retomando o controle de sua vida, um novo golpe emocional a leva de volta ao abismo da bebida. Dessa vez não é diferente.
Cansada, tomada por memórias dolorosas e atormentada pela pressão de viver à sombra da mãe,
Odete, Heleninha decide afogar suas mágoas em copos intermináveis de uísque. O resultado é devastador: ela volta para casa em estado deplorável, mal conseguindo manter-se em pé, mas com a língua afiada e disposta a provocar confusão.
A cena começa com a porta da mansão se abrindo de repente. Heleninha entra tropeçando, os saltos ecoando no chão de mármore. O cheiro de bebida é tão forte que enche o ambiente.
Celina (assustada): — "Heleninha! Você bebeu de novo?! Olha o estado em que você está!"
Heleninha (rindo alto, debochada): — "E daí? Melhor bêbada do que vivendo essa vidinha medíocre, Celina!"
A fala cortante da sobrinha atinge Celina como uma facada.
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