Em Coração Acelerado, tem castigo que não vem com tapa — vem com caneta. E, para Zilá, esse é o pior tipo de punição, porque é oficial, é irreversível e humilha do jeito mais cruel: tirando dela exatamente o que ela mais ama.
Poder. Controle. Dinheiro.
Zilá sempre acreditou que podia fazer o que quisesse porque, no fim, ia ter uma rede de proteção: o sobrenome, as terras, a herança.
Ela se achava dona do futuro antes mesmo de ele acontecer. Só que Eliomar, cansado de ser manipulado e finalmente enxergando o tamanho do perigo, decide agir do jeito mais definitivo possível.
Ele descobre que Zilá planeja vender as terras e destruir o patrimônio da família.
E, antes que ela cause um estrago irreparável, ele toma a decisão que ninguém esperava: deserda a filha mais nova e deixa toda a herança para Janete.
Zilá, que sempre viveu como se o mundo fosse dela, vê o chão sumir.
E o que sobra é o desespero de quem perdeu o trono… e agora precisa sobreviver sem nada.
O artigo não está concluído, clique na próxima página para continuar