Esteban já não vinha bem há algum tempo, mas, como acontece com quem insiste em seguir mesmo quando o corpo começa a dar sinais claros de cansaço, ele foi empurrando os próprios limites sem perceber o tamanho do desgaste que estava acumulando. Entre decisões difíceis, pressões vindas de lados opostos e a necessidade constante de se manter firme em situações que exigiam mais do que ele podia oferecer naquele momento, o que antes parecia apenas um cansaço passageiro foi se transformando em algo mais profundo, mais silencioso e, ao mesmo tempo, mais perigoso.
O problema nunca foi apenas físico, porque o que realmente pesava era a soma de tudo: o esforço constante para manter o controle, a necessidade de equilibrar interesses conflitantes, a tensão de sustentar uma posição que já não era mais confortável e o desgaste emocional de lidar com consequências que se acumulavam sem pausa. E, mesmo diante de tudo isso, Esteban seguiu, como se admitir o limite fosse uma forma de perder espaço, como se parar significasse abrir mão de algo que ele ainda não estava disposto a deixar ir.
Mas o corpo não negocia por muito tempo.
E chega um momento em que ele simplesmente responde.
O colapso não vem com aviso claro, nem com tempo para preparação, porque quando o limite é ultrapassado, a reação é imediata.
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