Existem erros que não deixam espaço para fuga. Eles não se apagam com o tempo, não diminuem com justificativas e não permitem que a vida siga normalmente. Com Lena, é exatamente isso que acontece. O que ela fez passa a persegui-la de uma forma cada vez mais intensa, transformando cada momento em um peso impossível de ignorar.
No início, ela tenta seguir em frente. Tenta racionalizar, encontrar motivos, convencer a si mesma de que tudo aconteceu por circunstâncias maiores. Mas, conforme os dias passam, a consciência começa a cobrar um preço alto demais. Não se trata apenas de arrependimento — é culpa.
E a culpa não permite descanso.
É ela que tira o sono, que invade os pensamentos, que transforma silêncio em desespero. É ela que faz Lena perceber que não existe vida possível enquanto aquela situação não for resolvida.
E, quando esse limite é atingido, ela toma uma decisão que muda completamente o rumo da história.
Antes mesmo de qualquer atitude concreta, o comportamento de Lena começa a mudar.
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