Desde o dia em que assinou a venda de sua parte da Paladar para Odete, Celina vive atormentada pela culpa. Mesmo tendo agido sob pressão e chantagem, ela sabia que havia traído a confiança de Raquel e Poliana, que a tinham recebido como sócia e parceira. A decisão não apenas colocou fim ao negócio promissor, mas também abriu caminho para a destruição da Paladar pelas mãos de Odete.
O peso do remorso cresceu a cada capítulo, e Celina, cansada de viver sob a sombra da irmã, tomou uma atitude inesperada: comprar a antiga casa que abrigava a Paladar e devolvê-la às verdadeiras donas de direito, Raquel e Poliana.
A negociação silenciosa
Celina agiu em segredo. Usou contatos, advogados e intermediários para não levantar suspeitas, especialmente de Odete, que jamais permitiria que a irmã realizasse tal gesto.
Foi um processo longo, cheio de burocracias e disputas, mas Celina não mediu esforços.
Quando finalmente conseguiu reaver a propriedade, sentiu um alívio que há muito não experimentava. Pela primeira vez em muito tempo, estava prestes a tomar uma decisão não para agradar Odete ou proteger sua própria imagem, mas para reparar uma injustiça.
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