A Rádio Paraíso nunca viveu um programa tão cruel. O que começa como uma entrevista aparentemente cordial se transforma, em poucos minutos, num espetáculo de humilhação pública — e Margarida percebe tarde demais que entrou numa armadilha perfeita. Olímpia conduz as perguntas com um sorriso ensaiado, empurra o microfone como faca e força a convidada a se expor em rede aberta.
O objetivo é claro: arrancar a verdade, transformar a revelação em escândalo e sair do estúdio como "vitoriosa".
Só que o plano desmorona no pior momento para ela.
Quando Margarida, sem saída, assume ao vivo ser Adamo Angel para tentar retomar o controle da própria história, Olímpia não se contenta com a confissão. Ela quer sangue. Ela quer destruir. Ela chama de fraude, ridiculariza, acusa, aumenta o tom e faz da rádio um tribunal.
O país inteiro escuta. A equipe congela. E Margarida, já ferida, sente a vergonha vir como pancada — porque a exposição acontece sem defesa, sem preparo e diante de todo mundo.
Mas o que ninguém imagina é que
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