Sofia, cada vez mais perceptiva, vinha sentindo que o ambiente da mansão estava se tornando sufocante. Jaques, com seu jeito controlador e seus olhares duros, transformava cada canto da casa em um espaço de tensão. Para uma menina criativa, cheia de sonhos e ainda marcada pela ausência de Abel, aquilo parecia insuportável.
Leona, por outro lado, representava tudo que Sofia buscava: carinho, acolhimento e segurança. A babá havia se tornado não apenas uma cuidadora, mas uma figura quase materna, alguém em quem a menina podia confiar de olhos fechados. Por isso, o desejo de mudar-se para a casa dela passou a ocupar cada vez mais espaço em seu coração.
Uma noite, enquanto Rosa e Yara conversavam na sala, Sofia se aproximou de Samuel, que revisava alguns papéis da Boaz.
Com a voz tímida, mas decidida, disse:
— "Samuel… eu não quero mais morar aqui. Eu quero ir morar com a Leona."
O irmão levantou os olhos, surpreso.
— "O quê? Como assim, Sofia? Essa é a sua casa!"
Ela respirou fundo e explicou:
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