Ana Clara nunca deu ponto sem nó. Ambiciosa, sedutora e estrategista, ela sempre soube transformar suas fraquezas em ferramentas de manipulação. Depois de se infiltrar na vida de Leonardo, a jovem percebeu que o próximo passo era conquistar Heleninha, a irmã fragilizada de Afonso, que lutava contra o alcoolismo.
Ciente de que Heleninha frequentava as reuniões dos Alcoólicos Anônimos (AA), Ana Clara decide se inserir nesse universo. Não apenas como ouvinte, mas como participante, expondo supostas dores e criando uma identificação capaz de abrir brechas emocionais na barreira de Heleninha.
As reuniões aconteciam em uma sala simples, iluminada por lâmpadas fluorescentes.
Cadeiras em círculo, café servido em garrafas térmicas, biscoitos em pacotes abertos sobre a mesa. Ali, homens e mulheres de diferentes idades partilhavam histórias de dor, queda e tentativa de recomeço.
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