Não era para ter tanto impacto.
Na cabeça de João Raul, seria apenas mais um vídeo, mais um lançamento, algo que ele assistiria com distanciamento, talvez até com certo orgulho profissional, sem deixar que aquilo ultrapassasse a superfície. Afinal, ele já tinha passado por muita coisa, já tinha tomado decisões, já tinha tentado seguir em frente.
Mas, quando o clipe começa, tudo isso perde força.
Porque não é só música.
Não é só imagem.
É presença.
E Agrado está ali, diferente, mais segura, mais forte, ocupando um espaço que antes ele conhecia de perto — talvez até de uma forma que ainda não tinha conseguido esquecer completamente.
No início, João Raul tenta manter a postura.
Assiste com atenção, mas sem demonstrar muito.
Só que, aos poucos, algo muda. O jeito como ele fixa o olhar na tela, a forma como acompanha cada detalhe, o silêncio que se instala… tudo começa a dizer mais do que qualquer comentário poderia.
Porque não é apenas admiração artística.
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