Em Êta Mundo Melhor, existem momentos em que não é um adulto, nem um poderoso, nem um advogado que muda o rumo de uma história. Às vezes, quem vira o jogo é justamente quem sempre foi ignorado. Quem sempre foi tratado como "só uma criança". Quem sempre foi mandado calar a boca.
E é exatamente isso que acontece quando
Simbá decide parar de engolir o medo e se torna o protagonista de uma das viradas mais emocionantes envolvendo Samir.
O clima no orfanato já vinha pesado. Samir, cada dia mais abatido, parecia menor do que era. Não porque encolheu de verdade, mas porque a alma dele estava diminuindo. Ele não se sentia seguro, não se sentia amado, não se sentia protegido. O menino carregava no corpo aquilo que não conseguia colocar em palavras.
E Simbá via tudo.
Via a dor do amigo, via o jeito como Zulma fingia cuidado enquanto esmagava o menino por dentro, via o teatro diário, as frases falsas, o sorriso que não combinava com os olhos.
Só que Simbá também sabia de uma coisa:
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