Virgínia já vinha alimentando uma inquietação crescente em relação à presença de Lúcia, uma sensação de ameaça constante que não diminuía com o tempo, pelo contrário, se intensificava à medida que percebia que a rival ocupava cada vez mais espaço, tanto nas relações quanto dentro do cenário que ela acreditava controlar.
Para Virgínia, Lúcia não era apenas alguém incômodo, mas um risco real, uma peça que precisava ser retirada para que o equilíbrio voltasse ao que ela considerava aceitável.
Essa forma de enxergar a situação transforma completamente a maneira como ela decide agir, porque deixa de lado qualquer tentativa de confronto direto e passa a buscar um caminho mais calculado, mais silencioso e, principalmente, mais eficaz dentro da lógica que ela domina.
A ideia de incriminar Lúcia surge exatamente nesse contexto, não como um impulso, mas como uma estratégia construída com a intenção de atingir de forma definitiva, eliminando a rival sem que precisasse se expor diretamente.
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