Desde o momento em que percebe que pode perder espaço na vida de João Raul, Naiane passa a agir movida por um sentimento que já não pode mais ser chamado apenas de interesse ou paixão. O que cresce dentro dela é algo mais intenso, mais descontrolado e, principalmente, mais perigoso: a necessidade de manter o controle a qualquer custo.
Ela não quer apenas estar ao lado dele.
Ela quer garantir que ele não tenha escolha.
E é exatamente essa necessidade que a leva a cruzar uma linha da qual não há retorno.
Dentro desse contexto, a ideia da gravidez aparece como uma estratégia aparentemente perfeita. Para Naiane, trata-se de um plano capaz de criar um vínculo impossível de ignorar, algo que prenderia João Raul emocionalmente, socialmente e até moralmente.
Ela não pensa nas consequências.
Pensa no resultado.
E, naquele momento, tudo parece fazer sentido.
Ao decidir levar o plano adiante, Naiane começa a estruturar sua narrativa.
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