Vai acontecer do jeito que mais dói: simples, direto e tarde demais. Joaquim vai olhar pra Gerluce num momento em que ela já vai estar no limite, e a palavra que ele sempre engoliu vai sair, seca, tremida, mas real: "filha". Só que, em Três Graças, nada que é bonito vem sozinho, e esse reconhecimento vai acender um pavio que já vinha queimando por baixo.
Gerluce vai achar que vai ser só mais uma briga, mais uma tentativa de proteger a família, mais um dia em que ela precisa ser forte por todo mundo. Só que, dessa vez, o que vai desabar não vai ser só raiva, vai ser orgulho, medo, culpa… e um tipo de amor que chega atrasado e cobra caro.
Gerluce vai chegar com o peito pegando fogo, daquele jeito que ela chega quando vai defender quem ama.
Ela vai cobrar uma atitude, vai exigir clareza, porque ela já vai estar cansada de viver no "quase", no "depois", no "um dia eu falo". E Joaquim, que sempre segura tudo com teimosia e silêncio, vai sentir que não vai dar mais pra empurrar.
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